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O segundo comandante-geral da Polícia Nacional para Ordem Pública, Comissário-Chefe Paulo de Almeida, negou hoje, terça-feira, em Luanda, a existência de esquadrões da morte no seio da corporação.
A alta patente policial falava em conferência de imprensa destinada a dar o ponto da situação sobre os autores do crime que vitimou três jovens no dia 11 do mês em curso, no município da Samba, em Luanda.
"Em Angola não temos esquadrões da morte, nunca o tivemos nem no tempo da guerra, portanto, isto, se calhar, são filosofias de países com regimes ditatoriais. Nós somos um estado democrático de direito e repudiamos tudo aquilo que seja grupos de morte", notou.
"Evidentemente podemos ter grupos operativos para actuar em acções mais delicadas, ou seja, de certa perigosidade mas estes
não têm mandato para a morte (...)", asseverou.
Entretanto, a polícia confirmou que um dos jovens mortos, conhecido apenas por Liro, era de facto delinquente, pesando sobre ele vários delitos.
"O jovem Liro era bandido, mas isto não dá o direito a quem quer que seja de lhe retirar a vida. Ele deve pagar pelos seus crimes mediante sentença do tribunal (...), disse o comissário-chefe Paulo de Almeida.
Explicou que todos os efectivos com conduta indecorosa têm sido demitidos no seio da corporação. "Os que estão a extorquir e os que agem com agressividade contra a população têm sido expulsos das nossas fileiras".
"Precisamos de uma polícia operacional, oportuna, que corresponda, de facto, as necessidades de segurança da população", concluiu.
No passado dia 11 do corrente mês um grupo de supostos polícias vitimou mortalmente os jovens Cleber Teixeira, 25 anos, Amilton João, 22 anos, e outro identificado apenas por Liro.
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