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Os receios de uma maior desaceleração da economia mundial continuam a levar bancos centrais a cortarem as taxas de juro, de modo a revitalizarem as suas economias.
Depois da China e do Banco Central Europeu – e da extensão das medidas de flexibilização quantitativa por parte da Fed norte-americana – agora foi a vez de o Brasil e a Coreia do Sul tomarem a mesma decisão.
O Brasil cortou assim a sua principal taxa de juro – a Selic – de 8,5% para 8%, o patamar mais baixo de sempre. Trata-se da oitava descida consecutiva desde que Dilma Roussef chegou à presidência, a 1 de Janeiro de 2011. "O Brasil está a converter-se em mais um exemplo de como o dinheiro barato não está a ajudar ao crescimento económico", sublinha a "Forbes" a este propósito.
Em comunicado citado pelo “El Economista”, o banco central brasileiro informou que “neste momento os riscos inflacionistas continuam limitados e o comité [de política monetária] observa que, até agora, dada a fragilidade da economia global, o contributo do sector externo tem sido deflacionista”.
Também a Coreia do Sul anunciou hoje um corte das taxas de juro, em 25 pontos base, para 3%. A última vez que o banco central sul-coreano reduziu os juros foi entre Outubro de 2008 e Fevereiro de 2009.
O Banco Central do Japão, por seu lado, manteve os juros inalterados, estimando que o país cresça 2,2% este ano.
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