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Físicos que investigam a composição do universo anunciaram esta terça-feira que estão a aproximar-se do bosão de Higgs, misteriosa partícula que alegadamente foi decisiva para transformar os detritos do Big Bang em estrelas, planetas e, finalmente, vida.
Os cientistas da Organização Europeia para a Pesquisa Nuclear (Cern, na sigla em inglês) estão a usar o maior acelerador de partículas do mundo para tentar provar que o misterioso bosão de facto existe.
Verificando enormes volumes de dados, os físicos do Cern estão confiantes de estarem a chegar mais perto do seu objectivo, segundo cientistas de fora do centro, mas com vínculos a duas equipas que trabalham na instalação suíça.
«Eles estão bem animados», disse um desses cientistas.
Fortes sinais do bosão estão a ser vistos no mesmo intervalo energético onde se achou no ano passado que a partícula tivesse sido detectada, acrescentaram os cientistas. A partícula é tão efémera que só pode ser detectada pelos traços que deixa.
O Grande Colisor, estrutura subterrânea sob a fronteira franco-suíça, replica as condições do Big Bang, explosão primordial que teria dado origem ao universo.
O bosão deve o seu nome ao britânico Peter Higgs, que fez em 1964 a primeira descrição detalhada dessa que seria a última peça que faltava no chamado Modelo Padrão do funcionamento do universo.
A sua descoberta formal, quando referendada pela comunidade científica, quase certamente garantiria o Nobel a Higgs, que tem 83 anos e está reformado. Pelo menos um físico europeu e um norte-americano também devem ser reconhecidos pelo Nobel.
Há expectativa de que um anúncio sobre a descoberta possa ser feito numa importante conferência em meados de Julho na Austrália.
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