Dezenas de populares apuparam e cercaram Afonso Dias, o arguido que hoje foi absolvido do rapto de Rui Pedro, a criança que desapareceu em Lousada a 04 de março de 1998.
À saída do tribunal de Lousada, dezenas de pessoas tentaram a aproximação física ao arguido que foi protegido por vários militares da GNR, alguns do corpo de intervenção.
Num ambiente de enorme tensão, a população apupou repetidamente Afonso Dias, manifestando a sua discordância com o acórdão que ditou a sua absolvição. Alguns populares mais exaltados tentaram a aproximação física, mas foram impedidos pelo cordão dos efetivos policiais.
Entre as palavras mais acaloradas, além das críticas ao funcionamento da justiça em Portugal, censurava-se o silêncio de Afonso Dias em audiência de julgamento. "Não tens vergonha", "criminoso" e "não tens filhos" foram algumas frases ouvidas nos momentos mais exaltados dos populares que se juntaram à porta do tribunal.
Em passo lento, os militares tentavam conduzir o arguido até à sua viatura, mas este sempre rodeados por populares. Junto do automóvel a tensão voltou crescer, obrigando a GNR a fazer um novo cordão em torno do automóvel para impedir a aproximação da população.
A viatura de Afonso Dias, onde também seguiam alguns dos seus familiares, acabou por abandonar o local a alta velocidade, escoltada por um veículo da GNR.
Poucos minutos depois, a saída do advogado de Afonso Dias também foi atribulada, obrigando a nova intervenção da GNR. Paulo Gomes foi protegido até ao seu automóvel, enquanto, tal como o seu cliente, era insultado por populares.
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